Sepror vai investir nas potencialidades do gado e do laticínio de Santo Antonio do Matupi, em Manicoré – IDAM

Sepror vai investir nas potencialidades do gado e do laticínio de Santo Antonio do Matupi, em Manicoré

Com uma população de aproximadamente 13 mil habitantes, o distrito de Santo Antonio do Matupi, no interior de Manicoré (distante 458 quilômetros de Manaus), recebeu uma equipe do Sistema Sepror (Adaf, ADS, Idam e Sepror), no último sábado (16/12), para conhecer as potencialidades da comunidade e o funcionamento dos empreendimentos do setor agropecuário instalados na região.

Coordenada pelo titular da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), José Aparecido dos Santos, a equipe percorreu as principais vicinais da localidade e visitou duas das maiores fontes geradoras de emprego e renda do local: a fazenda Mata Velha, responsável pela criação de gado de corte; e a Matupi Fabricação de Laticínios Ltda, pioneira na fabricação de laticínios de excelência na qualidade.

Dificuldades – Com um rebanho superior a 120 mil cabeças de gado e exportando carne para Manaus e outras capitais do país, a Matupi possui solo rico para o cultivo de frutas, milho e hortaliças e comporta uma das maiores jazidas de granito do Amazonas. O pequeno distrito também oferece grande potencial para piscicultura.

A riqueza guardada em Matupi surpreendeu o secretário José Aparecido, que garantiu que o distrito receberá cobertura total do Governo do Amazonas. “Não imaginava encontrar tudo isso aqui. O governador Amazonino Mendes determinou que o setor primário é uma de suas principais prioridades de governo. Essas vicinais serão beneficiadas com serviços de manutenção e melhoria. O investimento em manutenção de estradas precisa ser contínuo, porque reflete na qualidade de vida dos moradores. Por amor à causa pública, a gestão Amazonino Mendes quer um Amazonas autossustentável e Matupi terá o apoio que precisar”, garantiu Aparecido.

Pioneira em laticínios – Com criação própria de gado e uma produção de 12 mil litros de leite por dia, com capacidade para até 100 mil litros por dia, a empresa Matupi emprega 68 pessoas de forma direta e é responsável por mais 300 outros empregos indiretos, beneficiando mais de 300 famílias da região.

São diversos produtos com qualidade assegurada não somente pelos órgãos fiscalizadores, mas por diversos supermercados da capital e interior. “A Adaf é responsável pelo selo de inspeção desses produtos que passam por um rigoroso controle de qualidade até chegar ao consumidor final”, destaca o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), Sérgio Muniz.

A empresa é responsável pela fabricação de produtos como queijo prato, provolone, coalho, muçarela e parmesão. A expectativa é que no primeiro semestre do ano que vem, a Matupi passe a fabricar iogurtes, leite fermentado, requeijão cremoso, doce de leite, patê de ricota, manteiga e creme de leite.

Mão de obra qualificada – Em franco crescimento, o empreendimento sofre com a escassez de mão de obra qualificada. Segundo o gerente da fábrica, Eduardo Franco, o quadro de funcionários é composto principalmente por imigrantes vindos de Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. “Até vaqueiros temos que buscar fora do estado. Já estivemos piores, mas ainda assim, não temos profissionais para atender a demanda”, afirma Eduardo Franco.

A possibilidade de formar uma parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e outras instituições educacionais profissionalizantes para atuar na capacitação de pessoas que possam preencher essa lacuna foi levantada por José Aparecido. “A população daqui mesmo pode ser treinada para assumir esses postos de trabalho. Vou levar todas essas questões ao governador. Muito em breve vamos fazer de Matupi, a ‘Terra do Queijo’, assim como Autazes é a ‘Terra do Leite’ e Maués, a ‘Terra do Guaraná’”, completou Aparecido.