Equipe técnica inicia combate à lagarta em Tefé

Os produtores de mandioca em Tefé receberam na última semana o treinamento para aplicação correta de agrotóxicos que agirão no controle da lagarta desfolhadora da mandioca, Spodoptera eridania que atacou cerca de 100 hectares na região. Uma equipe composta por especialistas da Secretaria de Produção Rural (Sepror), do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) monitoram as áreas e orientam os produtores.
A equipe que acompanha o caso é composta pelo entomologista e diretor da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA/Ufam), Neliton Marques da Silva, pelos engenheiros agrônomos do IDAM e Sepror, respectivamente, Pedro Barros e Andrey de Sousa, e o engenheiro de pesca do IDAM, Cristiano Amorim. Eles estiveram em uma inspeção entomológica no KM 13, da Estrada da Emade. “Constatamos a presença de lagartas em diferentes estágios abrigadas sobre troncos, cascas de árvores, folhagens, galhos e outras estruturas que proporcionavam abrigo às pragas. Coletamos amostras que continuarão sendo observadas no laboratório de entomologia da FCA”, relatou Neliton.
O monitoramento da área está sendo coordenado pelo Idam de Tefé, com o apoio das prefeituras municipais da região – Tefé, Maraã, Anamã, Alvarães e Uarini – e tem como meta criar uma zona de isolamento para manter a população da praga de lagarta abaixo do nível de dano econômico.
O primeiro treinamento aos produtores aconteceu no ‘Sítio do Rambo’, do proprietário Joel Gomes de Araújo. Participaram desse treinamento 12 pessoas entre técnicos das secretarias municipais da região e produtores.“O treinamento consistiu no uso do equipamento de proteção individual (EPI), metodologia de cálculo do volume de agrotóxico, técnica de preparação da calda e aplicação do produto. Após o treinamento, aplicamos o inseticida biológico Dipel (WP)”, detalhou o pesquisador.
De acordo com Neliton Marques, deve levar até três semanas a aplicação do agrotóxico em toda a área afetada, que inclui comunidades e propriedades.
Detalhes – O ataque da Spodoptera eridania está restrito aos plantios de mandioca conduzidos em ecossistema de terra firme. Segundo Neliton, não há registro de ataque dessa praga nos mandiocais plantados em solo de várzea.
A variedade de mandioca predominante, em Tefé, e regiões circunvizinhas, é chamada de ‘catombo’. O produto apresenta porte médio com raízes bastante espessas e curtas. O termo “catombo” cujo significado é: “inchaço provocado por queda” está associado ao formato característico da raiz.
Agravante – As roças de mandioca, de um modo geral, não seguem as recomendações técnicas das boas práticas agronômicas. O espaçamento entre plantas é bastante adensado. Isto dificulta o acesso para tratos culturais, monitoramento de pragas, doenças e inimigos naturais.
No entanto, com a ação rápida da equipe técnica, o problema que apareceu em novembro, tem recebido os devidos cuidados para que a área volte a estar livre de pragas. De acordo com a Sepror, apesar da alta produtividade de mandioca, em Tefé, o ataque registrado não refletirá no preço no produto na região, em Manaus e no restante do Estado.
Fonte: Secretaria de Produção Rural (Sepror)