Modalidade de piscicultura no Amazonas atrai atenção de instituição do setor primário de Roraima

Representantes do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM), Secretaria de Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror) e Secretaria Executiva Adjunta de Pesca e Aquicultura (Sepa) estão reunidos na manhã de hoje, 16 de abril, com uma comitiva da Secretaria de Agricultura do Estado de Roraima para discutir o cenário da Piscicultura (criação de peixes) no Amazonas. A reunião iniciou às 9h no auditório do Sistema Sepror (avenida Buriti, 1850, Distrito Industrial).
A comitiva está em Manaus para conhecer os trabalhos desenvolvidos em localidades de terra firme na criação de peixes em canal de igarapé. As ações de fomento e assistência técnica para a atividade no Estado seguem determinação do governador José Melo.
De acordo com o chefe do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do IDAM, Alfredo Pinheiro, para o desenvolvimento da atividade em canal de igarapé não é necessária a retirada da vegetação de mata, reduzindo impactos ao meio ambiente. “No Amazonas, a piscicultura é desenvolvida em quatro modalidades (tanque escavado, tanque rede, viveiro de barragem e canal de igarapé), onde a maior parte destina-se a criação de peixes em tanque escavado”, ressaltou Pinheiro.
À tarde a programação continua com visitas a propriedades rurais do Projeto de Assentamento Tarumã Mirim (BR-174, km 21) nos ramais do Chiquinho, Diamante do Norte e Flores, que são referência na criação de peixes em canal de igarapé.
No dia 17, sexta-feira, a equipe visitará propriedades no município de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), e na oportunidade conhecerão a Cidade do Pirarucu (AM-352, margem esquerda da estrada de Novo Airão). No local a Cooperativa dos Piscicultores, Aquicultores, Produtores Rurais e Extrativistas do Amazonas (Cooperpeixe) trabalha com a produção de alevinos (filhotes) de pirarucu em tanque escavado.
Canal de Igarapé – A criação de peixes nesta modalidade conta com mais de 300 criadores no Estado, onde a produção anual alcança 689,71 toneladas de pescado (matrinxã). Os principais municípios que trabalham com a atividade são Presidente Figueiredo, Itapiranga, Novo Airão, Parintins, Manacapuru, Rio Preto da Eva, Iranduba e Manaus.
Legislação – Para os produtores que trabalham com atividades de pequeno porte é necessário realizar o Cadastro de Aquicultura junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Todas as modalidades de criação de peixes apresentadas deverão respeitar a legislação ambiental (Lei nº. 3785 de 24 de julho de 2012).