Capacitação melhora coleta da castanha-do-brasil em comunidade indígena

Foi realizado no mês de abril, pelos técnicos da Unidade Local do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM) em Japurá (distante 744 km de Manaus), um curso de boas práticas de manejo da castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa) na Comunidade Indígena São Joaquim – etnia Maku Nadeb. A atividade teve como objetivo ampliar o nível de conhecimento teórico e prático do público envolvido, sobretudo à segurança do produtor, manejo correto na coleta da castanha. A capacitação além de promover um importante avanço social, incentiva à conservação das áreas de castanhais e da floresta em benefício das comunidades como importante fonte geração de renda.
De acordo com o Gerente da Unidade Local em Japurá, Nestor Neto, a prioridade é a busca de práticas que melhore o desenvolvimento do trabalho por quem é assistido pelo IDAM. “Buscamos sempre priorizar as comunidades que exploram e geram renda com a atividade, e este curso foi ministrado pela Unidade Local com o objetivo de levar o conhecimento de forma prática, dinâmica, incentivando a exploração como forma de ocupação no meio rural, gerando renda e valorização do produto”, disse.
No desenvolvimento do curso, os extrativistas foram orientados como usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), fazer o mapeamento do castanhal, limpeza da área, coleta e quebra dos ouriços, métodos de lavagem, secagem e armazenamento, incluindo informações sobre o transporte adequado da castanha até a usina de beneficiamento.
O líder da comunidade, o Tuxaua, Joaquim Elias Batista, avalia de forma positiva o curso. “ Devido as orientações recebidas conseguimos conhecer outros métodos que vão desde a pré-seleção, condução, armazenamento, e também a importância do mapeamento do castanhal. Agora podemos reduzir alguns dias de trabalho, não deixando castanheiras produtivas esquecidas, como vinha acontecendo em anos anteriores, valorizando ainda mais nosso produto”.
“O conteúdo ministrado e as práticas realizadas atendem as expectativas dos extrativistas, afinal o nosso objetivo é de melhoras cada vez mais o trabalho com relação ao manejo correto na coleta da castanha-do-brasil, segurança no trabalho dos extrativistas e a melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas”, afirmou o Técnico Jean Carlos Silveira.