IDAM Lábrea realiza curso de Boas Práticas de Extração do Látex

Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM) por meio do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) realizou no período de 06 a 08 de outubro, o curso de Boas Práticas de Extração do Látex. O evento foi sediado na comunidade Praia do Buraco, localizada no município de Lábrea (a 702 quilômetros de Manaus) e contou com a participação de 23 extrativistas das comunidades de Cairu, Laranjeira, Vila Canizo e Santa Rosa.
O objetivo do curso foi repassar novas técnicas de extrações, fortalecer a cadeia produtiva da borracha natural, bem como conscientiza-los a utilizar os recursos naturais de forma organizada e manejada resultando na preservação e manutenção dos ecossistemas garantindo um retorno econômico, social e ambiental para as comunidades tradicionais.
A atividade foi dividida em dois momentos, onde os extrativistas receberam orientações teóricas e práticas sobre os procedimentos adequados para a extração do látex. A duas partes foram ministradas pelo engenheiro florestal Luiz Rocha. O instrutor do IDAM Central contou com o auxilio a equipe de técnicos da Unidade Local Borrosa Matias (Técnica Florestal), Jacqueline Lima (Engenheira Florestal) e Benedita Elisângela (Técnica Florestal e bolsista do Pró-rural).
De acordo com Borrosa Matias, durante o curso foram repassadas informações sobre as diversidades de produtos oriundo do látex. “A borracha natural (látex), tem uma grande importância comercial por ter a matéria prima em mais de 40.000 produtos, inclusive 400 dispositivos médicos, ou seja, a sua versatilidade do uso se dá devido as suas características química e física não poderem ser obtidas em polímeros produzidos artificialmente a partir de combustíveis fósseis, não renováveis”, explicou Borrosa.
Para o instrutor Luiz Rocha, a capacitação foi voltada também para o uso de técnicas adequadas de corte, higienização, além da importância de trabalhar na floresta utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s). Segundo o instrutor o aprimoramento das técnicas utilizadas pelos seringueiros melhora a qualidade do produto. Enquanto que o uso do EPI evita acidentes, picadas de insetos e animais peçonhentos.
Segundo Luiz Rocha os participantes ficaram satisfeitos com a atividade, e já pretendem colocar em prática todas as técnicas repassadas durante a capacitação, bem como multiplicar o conteúdo do curso junto aos demais moradores de outras comunidades.