Idam realiza Oficina sobre Manejo de Pesca
A Unidade Local (Unloc) do Idam/Fonte Boa, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá-IDSM, realizou no período de 22 a 24 de maio uma Oficina Educação para o Manejo de Pesca com comunitários dos setores Solimões do Meio e Maiana (áreas que possuem acordo de pesca). A oficina contou com a participação de 24 comunitários, a maioria pescadores que trabalha com o manejo do pirarucu. A capacitação foi dividida em três módulos. Neste, foram discutidos os temas Organizar, Zonear e Proteger. O segundo módulo está previsto para a segunda quinzena de junho e serão abordados os temas: Contar, Pescar e Vender. O terceiro e último módulo será realizado em dezembro com o tema “Avaliar”, que é uma avaliação de todas as etapas do manejo de pesca. Segundo o técnico em Pesca do IDSM, Saide Barbosa, o primeiro módulo do curso foi alcançado, uma vez que os comunitários conseguiram assimilar as primeiras etapas do manejo. Para o comunitário, Belém Maciel, o tema Zoneamento foi o mais interessante. “Nós observamos, na prática, que se um zoneamento não for feito de forma correta poderá comprometer o estoque pesqueiro”, disse. Segundo a gerente da Unloc, Maria Oliveira, para que o manejo participativo do pirarucu tenha resultados satisfatórios, é de extrema importância compreender as etapas do manejo, principalmente quando há pescadores urbanos e ribeirinhos envolvidos no processo com um objetivo comum. Acordos de Pesca: são conjuntos de acertos estabelecidos de forma coletiva para promover e garantir o uso compartilhado dos recursos pesqueiros. O Acordo nasce da necessidade de organizar e regulamentar o processo da pesca na área. Favorecer uma perspectiva de vida melhor para quem depende dos recursos naturais e minimizar conflitos. Os Setores Solimões do Meio e Maiana são área do acordo de pesca e são assistidos pela Unloc do Idam Fonte Boa na atividade do manejo do pirarucu. Manejo do Pirarucu (Arapaima gigas): é bastante desenvolvido no município de Fonte Boa. A cota de pirarucu retirada do lago é baseada na contagem do ano anterior, essa cota é autorizada pelo IBAMA e gira em média de 30% do valor total de pirarucus adultos (acima de 1,50 m) e bodecos (até 1,49 m) existentes no lago.