Agricultores do sul do Amazonas são capacitados pelo Idam
A ideia é recompor áreas que foram alteradas com o desmatamento
O trabalho de capacitação teve início no mês de abril e vem sendo desenvolvido pelo governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas – Idam, em parceria com o Instituto Amazônia (IA). Os recursos são provenientes do Fundo Amazônia/Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ação é coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Desenvolvimento Sustentável. Os agricultores familiares do município de Apuí (a 453 km de Manaus), foram os primeiros beneficiados com os cursos de Agroecologia e Educação Ambiental, ministrados pelo extensionista rural do Idam, Bosco Gordiano. As atividades realizadas por meio de aulas teóricas e práticas resultaram na implantação de duas Unidades de Sistema Agroflorestais (SAF’s) e duas Unidades de Pastejo Rotacionado, além de uma Integração Lavoura Pecuária e Floresta, que estão beneficiando trezentos e cinquenta famílias do município de Apuí. Outras Unidades de SAF e de Pastejo Rotacionado estão sendo implantadas no município de Novo Aripuanã, para atender os agricultores do Assentamento de Acarí. Segundo Gordiano, o trabalho é desenvolvido com o objetivo de frear o desmatamento na região. Para isso o Idam está realizando o Cadastro Ambiental Rural – CAR. O documento é emitido pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). Outro objetivo do projeto é a regularização fundiária das propriedades rurais, pelo Instituto de Terras do Amazonas (Iteam). O trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER, vem sendo rigorosamente praticado pelos técnicos do Idam. Eles prestam orientações quanto ao processo de implantação das Unidades Demonstrativas (U.Ds), bem como o a acompanhamento do preparo das áreas onde serão implantados trezentos e cinquentas SAF´s nas Unidades Familiares. Nas Unidades de SAF’s, foram plantadas essências florestais, madeireiras e plantas frutíferas que estão dividindo o espaço com culturas anuais como milho, feijão, batata doce, banana e abacaxi. Os resultados devem ser obtidos já a partir do terceiro mês a um ano, com as primeiras produções. Conforme o presidente do Idam, Edimar Vizolli, além de oferecer alternativas de renda para os agricultores familiares, o governo do Estado está tentando diminuir os impactos ambientais causados, principalmente pela pecuária. O presidente ressaltou que, as Unidades de Pastejo Rotacionado estão contribuindo, significativamente, para o aumento da produção leiteira na região. A expectativa é que a pecuária de corte também tenha um crescimento elevado. Até o mês de agosto, deste ano, os mesmos cursos serão realizados em Lábrea/Vila Extrema, Boca do Acre e Novo Aripuanã, beneficiando um total de mil agricultores familiares. A intenção é conter o desmatamento e recuperar o passivo ambiental dos agricultores. Vale ressaltar que o Código Florestal Brasileiro, aprovado em 2012, permite que seja desmatado ate 20%, levando-se em conta as áreas de Área de Proteção Permanente – APP e mata ciliar. De acordo com informações dos participantes das capacitações, as unidades familiares de produção que possuem passivo ambiental é decorrente da imposição feitas pelo órgão responsável pelo assentamento, que na época determinava que o agricultor teria que desmatar 50% da propriedade ou o mesmo seria despejado do lote. CAR/AM Consiste no registro físico ou eletrônico dos imóveis rurais junto ao órgão competente, por meio da caracterização/georreferenciamento da área total da propriedade, áreas de uso alternativo do solo, Área de Reserva Legal, Áreas de Preservação Permanente, áreas erodidas e solos contaminados, áreas de remanescentes de vegetação nativa e a área proposta de Reserva Legal, para fins de monitoramento, controle, planejamento e regularização dos Imóveis Rurais.