Asbraer quer plano plurianual e queda de juros como metas do Plano Safra da Agricultura Familiar
Para levar sugestões e discutir as metas do Plano Safra da Agricultura Familiar 2017/2018, de 16 dirigentes de Emateres do Brasil estiveram reunidos, nesta quarta-feira, 22, com representantes da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, SEAD, em Brasília. O presidente da Asbraer, Argileu Martins, apresentou as sugestões compiladas de todas as empresas de Ater, da Associação. Marcaram presença os estados de Alagoas, Pará, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Paraíba, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Goiás.
O diretor do Departamento de ATER da Secretaria Especial, Everton Augusto Paiva Ferreira abriu a reunião destacando a importância da participação das Emateres, no processo de construção do Plano e avaliou que há uma consonância muito grande entre o que o Governo Federal está elaborando e as demandas das entidades de ATER estaduais. “Tenho certeza que teremos um plano que poderá contemplar, de forma real, grande parte das necessidades dos agricultores familiares”, avaliou.
Traçando o cenário atual da assistência técnica e extensão rural no País, Argileu Martins elencou as políticas que podem trazer maiores benefícios para a área de atuação das Emateres. “Hoje, temos uma boa oportunidade para deixar aqui nossas sugestões. Este é o ambiente certo de construção do diálogo que a agricultura familiar necessita”. E acrescentou: “a bandeira que levantamos junto com o Fórum de Secretários Estaduais de Agricultura é uma taxa menor de juros, como está sendo feito para o agronegócio. Se há uma política que faz os juros cairem para eles, temos de ter uma queda para a agricultura familiar também”.
Outros pleitos como um plano safra plurianual – que se estenda até 2019 -, e a regulamentação da Lei 11.326, da Agricultura Familiar, também estão entre as sugestões apresentadas pelo conjunto das Emateres. “Só assim, teremos uma política para a agricultura familiar mais robusta. Além disso, vamos lutar para que não haja contingenciamento desse orçamento, que este ano é de R$ 230 milhões”, ressaltou Argileu, preocupado com a redução do orçamento do INCRA, que ficou em aproximadamente R$ 91 milhões.
Fonte: Asbraer
