Capacitações com temática agroecológica pretendem aumentar a oferta de produtos orgânicos em Manaus

Com a finalidade de aumentar a oferta de produtos orgânicos e o número de agricultores que desenvolvem a atividade na região metropolitana, instituições de ensino, pesquisa, extensão e organizações não governamentais vêm desenvolvendo ações para incentivar as práticas agroecológicas. No período de 23 a 28 de março, agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), agricultores e estudantes foram capacitados em Agricultura Orgânica. A atividade foi realizada no Centro de Treinamento Agroflorestal (CTA) do Museu da Amazônia (Musa), localizado no Assentamento Água Branca (ramal Uberê, km8, zona rural de Manaus).
O evento foi promovido pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA) por meio do Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica (NEA) com apoio da Rede Maniva de Agroecologia (Rema), e recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A proposta foi capacitar multiplicadores e agentes de ATER, envolvendo temáticas fundamentadas nos princípios, conhecimentos e práticas relacionadas à Agroecologia e a Agricultura Orgânica.
De acordo com o extensionista rural do IDAM, Mario Ono, hoje, Manaus dispõe apenas de uma feira de alimentos orgânicos, que funciona em um galpão localizado nas dependências da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/Mapa), e é coordenada pela Associação de Produtores Orgânicos do Amazonas (Apoam) em parceria com a Rema. A ideia é ampliar o número de feiras criando novos espaços para comercialização.


A atividade foi realizada por meio de aulas teóricas e práticas fundamentadas na construção coletiva do conhecimento agroecológico. Na ocasião, foram discutidos um dos grandes desafios da ATER na atualidade, a exemplo da dificuldade de empoderamento na relação técnico-agricultor. “Neste sentido, foi adotado como estratégia pedagógica, o processo participativo, do “fazer juntos” e de “agricultor a agricultor”, tendo como referência outras iniciativas bem sucedidas nas diversas regiões do país”, destacou Mário Ono, ao ressaltar, que a socialização e a troca de conhecimentos e experiências geram novos aprendizados, facilitando o processo de apropriação por parte dos agricultores, enquanto protagonistas do seu próprio desenvolvimento.
O curso contou com mais de 40 participantes, sendo dois agricultores do município de Iranduba, indicados pelo Setor de Apoio a Agroecologia e Produção Orgânica (SEAPO) e nove técnicos envolvidos na temática de orgânicos, alocados nas Unidades Locais do IDAM dos municípios de Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Careiro da Várzea, Iranduba e do Núcleo Urbano de Novo Remanso.
“Os próximos passos no âmbito do IDAM é continuar acompanhando os agricultores, caso a caso, detectando junto a eles, as principais dificuldades que impedem ou limitam a produção de base agroecológica a fim de construir soluções para superação das barreiras encontradas, de modo a contribuir para o aumento da oferta e do consumo de alimentos orgânicos, nos municípios envolvidos e a capital, que representa um grande potencial para a comercialização de produtos orgânicos ou agroecológicos”, finalizou Ono.