Extrativistas de Beruri são capacitados em boas práticas de manejo da castanha do Brasil
Com objetivo de levar conhecimentos teóricos e práticos sobre as boas práticas de manejo da castanha do Brasil o governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM), capacitou no período de 11 a 16 de novembro, vinte e um extrativistas do município de Beruri, distante a 173 quilômetros de Manaus, que trabalham diretamente com a coleta da castanha.
A atividade foi realizada na comunidade indígena Nossa Senhora de Fátima – Lago Aiapuá com a participação de extrativistas das comunidades Nova Jerusalém e São José da Boca do Franco.
Ministrado pelo engenheiro florestal do IDAM/Central, Luiz Rocha, que abordou os processos de coleta, quebra (corte), seleção, lavagem, transporte, secagem e armazenamento da castanha. Como também explicou aos participantes a importância da limpeza dos castanhais e a construção de paiol familiar para a secagem das castanhas.
Na parte prática foi realizada uma demonstração sobre como fazer a limpeza dos castanhais. Na ocasião foi construído um jirau com uma altura de 1,50 m, que previne o ataque de fungos do solo, o material utilizado foi oriundo da floresta. Além disso, foi construído um pequeno jirau no chão para a quebra dos ouriços, já o paiol familiar foi recomendado para que seja construído próximo ao local de lavagem das castanhas, pois logo que lavadas serão colocadas no paiol para a secagem.
Conforme Luiz, o paiol pode ser construído de varas, coberto por palha e cercado pela casca da paxiúba ou madeira.
De acordo com o gerente do IDAM/Beruri, George Mário Grijó da Silva, as comunidades que participaram do curso fornecem a matéria prima para a Usina de Beneficiamento de Castanha do Brasil no município. Segundo ele, a necessidade de realização da capacitação se deve a grande quantidade de castanhas estragadas. “É importante que as comunidades extrativistas conheçam as boas práticas de manejo da castanha, para que seja possível prevenir os riscos de contaminação pelo fungo da aflatoxina, e garantir em níveis aceitáveis, a segurança e qualidade do produto em todas as fases e etapas da cadeia produtiva”, finalizou.

