IDAM apresenta resultados do Projeto Corredores Ecológicos
Baseado no contexto conservação da biodiversidade no Brasil, representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Banco Alemão de Desenvolvimento (KFW) estiveram reunidos na tarde de ontem (07 de setembro), no auditório do sistema Sepror para avaliação dos resultados do Projeto Corredores Ecológicos, no qual foram firmados quatro convênios com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM), nos anos de (2006, 2007, 2010, 2011).

Apresentado pelo gerente de Apoio a Produção Florestal Madeireira, Eirie Gentil Vinhote e pela engenheira florestal Ana Paula Paiva, ambos do IDAM, os resultados foram apontados conforme cada convênio, onde o primeiro foi para implementação, o segundo de efetivação, terceiro de estruturação e o quarto foi direcionado aos testes com as equipes, ou seja, no que compete a capacidade de prestar assistência técnica de qualidade.
Entre os municípios beneficiados com o projeto e que fazem parte do Corredor Central da Amazônia (CCA) estão: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Atalaia do Norte, Barcelos, Benjamin Constant, Caapiranga, Carauari, Coari, Codajás, Fonte Boa, Iranduba, Itapiranga, Japurá, Juruá, Jutaí, Manacapuru, Manaus, Maraã, Nhamundá, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Izabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucará.
Segundo Vinhote, no primeiro convênio voltado para o desenvolvimento e a dinamização das cadeias produtivas dos produtos florestais, produtos florestais não-madeireiros e de animais silvestres no Amazonas, o IDAM trabalhou com a capacitação de agricultores/extravistas com a realização de oficinas e cursos voltados para as boas práticas do manejo da borracha, extração de óleo de copaíba, manejo de castanha e manejo florestal, além da elaboração de inventário do cipó titica no município de Carauari e Planos de Manejo Florestal Sustentável em Pequena Escala. Também foi identificado três novas áreas para a meliponicultura nos municípios de Manacapuru e Novo Airão.
No que se refere aos resultados do segundo convênio foram capacitados 606 agricultores familiares/associações dos municípios da área de abrangência do projeto, e 85 técnicos do IDAM que atuaram prestando assistência técnica aos municípios assistidos e beneficiados pelo projeto.

É importante destacar a instalação do Núcleo de Geoprocessamento na sede Central do IDAM e que funciona como apoio as ações de ATER na busca de soluções práticas para o ordenamento, controle e monitoramento de atividades agrícolas e florestais em propriedades rurais.
Vale ressaltar que na vigência do último convenio foram elaborados pelo IDAM, um total de 98 PMFSPE, sendo que 68 já foram licenciados pelo Ipaam.
O diretor-presidente do IDAM, Edimar Vizolli, destacou a importância de preservar a biodiversidade trabalhando com o plano de manejo em pequena escala, que é voltado para o pequeno agricultor familiar que trabalhava na ilegalidade, e o IDAM enfrenta o desafio de conscientizar este agricultor a trabalhar de forma correta. “A conscientização é o grande segredo para a sustentabilidade”, reforçou.
Ao final do evento a engenheira florestal do IDAM, Ana Paula, apresentou uma proposta de projeto para o KFW, que tem como objetivo fortalecer os serviços de ATER no Amazonas para a consolidação das atividades produtivas que visam a segurança alimentar, a geração de renda e a conservação das florestas.
Corredores Ecológicos
O Projeto Corredores Ecológicos, componente do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais Brasileiras – PPG 7, tem como principal objetivo a conservação da diversidade biológica das florestas tropicais do Brasil, por meio da integração de Unidades de Conservação públicas e privadas em “corredores ecológicos” selecionados. Os Corredores Ecológicos são definidos, neste Projeto, como grandes áreas marinhas e florestais biologicamente prioritários e viáveis para a conservação da diversidade biológica, compostos por conjuntos de Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Áreas de Interstício. Até o momento, foram selecionados dois corredores: o Corredor Central da Amazônia e o Corredor Central da Mata Atlântica.

