IDAM realiza biometria do pescado em Itapiranga
A criação de peixes em viveiros de barragens, viveiros escavados, tanques rede e canais de igarapé são modalidades que vem sendo bastante praticadas por agricultores familiares nos municípios do Estado. A atividade requer alguns cuidados com o pescado, e a alimentação é uma delas. Para saber a quantidade de ração a ser oferecida é necessário fazer a biometria (pesar e medir o pescado). Para isso, o governo do Amazonas por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM) investe em assistência técnica para auxiliar as famílias sobre como manter a criação.
Nos dias 9 e 21 de janeiro, foi realizado duas Demonstrações de Métodos (DM’s) sobre biometria. A atividade aconteceu na propriedade do agricultor Emael Tenório de Oliveira, localizada na estrada Am 363, km 02, e na propriedade do agricultor Francisco Anselmo Souza, km 14, município de Itapiranga (a 227 quilômetros de Manaus).
A demonstração foi desenvolvida pelo técnico em pesca Ricardo Sobreira, que explicou aos dez participantes como fazer a biometria mensal. “Os peixes não devem ser escolhidos para serem pesados, além disso, não é recomendado manusear com excesso o pescado”, disse o técnico.
A criação de peixes em canal de igarapé é a modalidade mais praticada no município de Itapiranga, onde existem 30 piscicultores trabalhando com a atividade. Estima-se que a produção seja de 90 toneladas /ano.
Cálculo de ração – Para fazer a biometria à amostra deve ser de pelo menos 3% dos peixes do viveiro, como, por exemplo, um total de 100 peixes a quantidade a ser pesada será três e se o total for de 1000 peixes a quantidade será 30.
Atividade – A piscicultura no Estado iniciou em 1980, com a implantação dos primeiros 67 viveiros de barragens. Uma segunda etapa foi na década de 90 com a Estação de Piscicultura de Balbina , que na época era administrada pela extinta Emater e, hoje, pelo IDAM. As espécies mais cultivadas são a matrinxã e o tambaqui. Segundo relatório de atividades do IDAM/2011, ao todo o Estado possui 3.488 piscicultores em um área alagada de 3130 hectares dividida nas quatro modalidades de criação.

