IDAM realiza levantamento de jacarés em Fonte Boa

O levantamento de jacarés realizado anualmente pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM), registrou em 2016 uma população de 8.144 répteis na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS-Mamirauá), no Setor Panauã, município de Fonte Boa (a 678 quilômetros de Manaus). A quantidade superou a registrada em 2015 com 3.531 espécies. Este ano, a atividade contou com apoio da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf).
Essa contagem foi realizada no mês de outubro, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que está trabalhando no local com o projeto “Monitoramento de Jacarés e Botos para Avaliar a Moratória da Piracatinga”, que é desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Martinez e Rojas Ltda.
Estudos de potencial biológico indicam que o manejo sustentável de jacarés pode ser uma alternativa econômica para o setor primário, e o trabalho de monitoramento e contagem de jacarés é realizado com objetivo de documentar o quantitativo da população para elaboração de plano de manejo.
Para que o manejo possa ganhar destaque como atividade comercial é necessário investir em uma estrutura de abate e processamento de carne e peles de jacarés, atendendo os critérios higiênicos sanitários exigidos para comercialização.
De acordo com a bióloga e gerente de Apoio a Animais Silvestres do IDAM, Eliane Soares, a proposta de estrutura de abate de jacarés está em fase de tramitação junto ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, uma vez que para ser implantada precisa apresentar padrões sanitários e específicos. Segundo ela, o desenvolvimento do manejo no Amazonas prioriza a geração de renda continuada, visando possibilitar o retorno justo do produto.
Manejo de jacarés – A atividade é desenvolvida em localidades situadas na RDS Mamirauá desde 2012. O manejo visa promover a produção de carne e pele de jacarés com fins comerciais, considerando os limites financeiros, técnicos e logísticos. Os comunitários contam com apoio técnico do IDAM nas atividades (levantamento noturno, captura, imobilização, morfometria e soltura de jacarés) aplicadas ao manejo e na utilização de recursos tecnológicos.