“Residência Agrária” inicia capacitação de 170 profissionais
Cento e setenta profissionais do setor primário deram início nesta segunda-feira, 20 de maio, ao curso de capacitação do projeto “Residência Agrária”, do programa Pró-Rural, lançado este ano pelo governador Omar Aziz. O projeto é coordenado pela Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror).
Com apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), a capacitação funciona como uma preparação, em aulas teóricas e práticas, para o serviço de extensão agrária e assistência técnica que esses profissionais prestarão a produtores rurais, a partir de junho próximo, em todos os 62 municípios do Estado.
O projeto Residência Agrária atende técnicos de nível médio e superior nas áreas afins. Cada um deles vai atuar como agente de transferência de tecnologia em uma das dez linhas estabelecidas pelo projeto (juta e malva, borracha, aquicultura, manejo madeireiro, culturas alimentares, fruticultura, horticultura, pecuária sustentável, avicultura e organização social e mercado).
Por dois anos esses profissionais, que foram selecionados por meio de processo seletivo, deverão prestar consultoria técnica e de extensão complementando o trabalho que já é realizado pelos núcleos do Idam no interior.
Os selecionados recebem uma bolsa no valor de R$ 1.200 para nível médio e R$ 2.400 para os de ensino superior. A bolsa é custeada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Conforme o titular da Sepror, Eron Bezerra, o objetivo é potencializar a produção em bases sustentáveis, com a disponibilização de tecnologias desenvolvidas em centros de pesquisas, como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam).
“Além de dinamizar enormemente a atividade econômica dentro do Estado, vamos continuar elevando o percentual do PIB (Produto Interno Bruto) com o setor primário, que saltou de 4,5% para 7,0% nos últimos anos”, avaliou Eron.
Para o presidente do Idam, EdimarVizolli, a Residência Rural aparece ainda para desafogar um gargalo da produção rural existente em todo país, a extensão rural. “Cada técnico vai ficar responsável em média por 80 produtores. Ele vai passar uma vez por mês naquela propriedade e vai poder identificar e acompanhar, por exemplo, se aquela produção tem chances de aumentar ou até elevar a qualidade do produto cultivado”, frisou Vizolli, ao acrescentar que este serviço é fundamental para o produtor, uma vez que, a maioria não tem o conhecimento científico.
Manoel de Oliveira, 30, recém-formado em tecnologia de produção do pescado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no município de Japurá (a 743 quilômetros da capital), enxerga no Residência Agrária uma oportunidade de desenvolver a piscicultura em seu município. “Japurá tem potencial, mas ninguém ainda desenvolveu um projeto para a piscicultura, acho que essa é minha chance de fazer isso acontecer”, disse Manoel.