Produção Vegetal

GRÃOS

Muito embora o Amazonas não seja tradicionalmente produtor de grãos, mais de 20.000 famílias de agricultores, no interior do Estado, trabalham anualmente com as culturas de arroz, milho e feijão. Esses produtos são utilizados na própria comunidade para o consumo humano, na criação de pequenos e médios animais como aves e suínos e comercializado para reforçar a renda familiar.

FRUTICULTURA

Com apoio dos mais recentes resultados da pesquisa, o IDAM concentrou seus esforços no assessoramento sobre boas práticas de produção e beneficiamento de frutas, possibilitando significativos ganhos de produtividade e acesso a boa parte do mercado local de frutas “in natura” ou em forma de polpas, sucos e doces.

Dos produtos que mais se destacam no Estado, está a citricultura (laranja, limão e tangerina) com uma área plantada de mais de 5.490 hectares até o ano de 2012, o abacaxi com mais de 3.820 hectares e banana com mais de 9.615 hectares.

Projetos de parcerias multi-institucionais que visam implantar as boas práticas agrícolas, seguindo as normativas nacionais da produção integrada de frutas, possibilitam a melhoria dos sistemas de produção e barateamento dos custos garantindo a sustentabilidade da atividade no Estado.

Há que se destacar o apoio à comercialização destes produtos aos mercados institucionais como: Programa de Aquisição de Alimentos – PAA/Conab, Programa de Regionalização da Merenda Escolar-Preme, municipalização da merenda escolar, feiras municipais e outras políticas públicas de apoio à industrialização e comercialização.

FIBRAS VEGETAIS

Mesmo sendo culturas de ciclo curto, as fibras ocupam os agricultores familiares por um período de 4 a 6 meses durante o ano. Sua exploração se concentra na região de Manacapuru e entorno, e constituem uma das atividades agrícolas que gera mais ocupação econômica no Estado, com mais de 5.000 famílias envolvidas.

Uma fibra vegetal que se apresenta com grande potencial para o Estado do Amazonas é o Curauá (Ananas erectifolius). Planta da família do abacaxi, nativa da Amazônia Paraense, ao contrário da malva e juta, é cultivada em áreas de ecossistema de terra firme e possui alto valor agregado, podendo sua fibra atingir um mercado de alta complexidade com injeção de compósitos plásticos.

Atualmente o Estado possui um projeto em parceria com o Centro de Biotecnologia da Amazônia – CBA para o desenvolvimento da cultura do Curauá em diversos municípios do Estado.

MANDIOCA

Por ser a cultura mais explorada no Estado, a mandioca demanda maior procura na elaboração de projetos de crédito rural, capacitação em boas práticas de cultivo e melhoria da qualidade da farinha e outros produtos derivados, além do apoio a comercialização que tem proporcionado aos agricultores aumento da renda familiar.

Seu principal subproduto, a farinha, possui consumo bastante difundido no Estado, atingindo uma média de 58 kg/pessoa/ano.

O maior desafio para os órgãos que trabalham com o desenvolvimento do setor primário no Estado é a difusão de tecnologias que possibilitam o aumento da produtividade regional dos atuais 10 à 12 toneladas/ha para 25 a 30 toneladas/ha.

HORTALIÇAS

A melhoria nos sistemas de produção de hortaliças tem permitido que esta atividade praticada tradicionalmente nas áreas de várzea, em maior escala, tem evoluído para os cultivos de terra firme, com a utilização da mecanização e cultivo protegido, possibilitando as famílias que investem na atividade garantir oferta de produtos aos supermercados e feiras populares, além de acessarem aos mercados internacionais existentes e políticas de apoio a comercialização dos governos.